A conversation with ... Childo Tomás
- Title
- A conversation with ... Childo Tomás
- Abstract
- In this video, Cluster co-spokesperson Prof Dr Ute Fendler talks with the renowned Mozambican bass player Childo Tomás about his activities affiliated with the Cluster of Excellence as well as his artistic vision. In July 2025, Childo Tomás visited the Cluster of Excellence to perform on 19 July as part of the Africa Caribbean Festival of Bayreuth. Together with Tao Ravao, Chang Jae Hyo, and Matchume Zango he performed centre stage on Bayreuth's city centre.
- YouTube playlist
- A Conversation with ...
- Date
- July 20, 2025
- Language
- Portuguese
- Transcript
- Hello big pleasure welcome back again and would know more about em portug para para começar. Então é um grande honor e prazer receber você aqui em Bairroid outra vez. um grande músico de de de Mozambique e queríamos h saber um pouco mais de você, da sua carreira, da sua profissão, passão, paixão. >> Muito obrigado. Bom dia, boa tarde e boa noite e para todos, para ah todos que vivem, que moram em Bairut e primeiro sou Chil Tomás. eh, moçambicano, nascido no Maputo, antigo Lourenço Marques. >> Hum. Eh, e falando da minha, bom, nasci no Maputo, cresci no Maputo e comecei também eh os meu as minhas atividades todas no Maputo e estudar e sempre fui tive a paixão com a música. >> Hum. >> Sempre fiquei apaixonado com a música, coisa jáada sanguínea, não é? >> Hum. E lembro-me que comecei, fiquei muito, a música interessou-me sempre aos aos 12 anos, quando estava com aos 12 anos, sim, 12, 13 anos. E através do meu tio, ele tocava um pouco guitarra. Eu sempre estava assim muito junto a ele, aproximado a ele para ouvir, a ele a tocar e tal. >> E aí comecei, ele deu-me os primeiros, como dizem uma meus primeiros toques, não é? >> Hum. >> Musicais. E assim começou a minha atividade, mas mesmo assim tava estudava normalmente tal escola e e tive eu f tive várias experiências em Moçambique, mas a música sempre esteve acompanhada, eh, esteve sempre ao lado. Eh, e então aí comecei falando de música, foi quando houve um concurso em 1992, 82, desculpa, concurso da de música moçambicana internacional, mais bom, organizado por uma empresa chamada >> M, empresa de moçambicana de entretenimentos e eh cuja essa empresa era quem dirigia essa empresa era o filho do falecido do senhor Eduardo Chivamo Monthani. >> Uhum. >> Ele chamava Ed Mani e organizou esse concurso, não é? E eu era dos mais jovens e instrumentistas, baixista. Hum. >> Que por sorte tocando aí, eh, hum, tive uma boa reputação e tal. Eh, e quem dirigia, quem estava na tribuna neste concurso era o Hortênsio, o falecido Hortêncio Langa, um deles, >> e mais alguns também estiveram na tribuna, não é? E Ortens tinha, eles já eram músicos eh que representavam Moçambique, fora viagens, viajavam muito também para esses lados carros e escandinávias e tal, por todo o mundo. Então terminou o concurso, eles também tiveram tiveram ficaram interessados em mim e o outro músico também chamado Celso Paco, que vive na Suécia. >> Uhum. E já se tocava noutro grupo, noutra formação. Eu tocava noutra o grupo da escola comercial e o se tocava no outro grupo chamado e Shigutavuma que estava o falecido o Salimo Maomed antiga. Anteriormente chamava-se Simeão Mazuzi, né? >> Hum. Ele mudou de religião. Então, e nós chamaram-nos porque Hortêncio, o Arão e os falos tinham queriam tinham um trio eh e mas tiveram tiveram interess interesse em ampliar o o a o grupo deles. Então chamaram a mim aí de onde surge o grupo que até hoje, graças a Deus emblemático desde daquele aquela fase e chamado Alambique, o grupo Alambique, cujo alambique eu sou parte dessa formação >> do Alambique. O Alambique havia dois grupos, o Alambique, outro grupo chamava Goruani, que é um grupo muito conhecido e tal. éramos dois grupos aí e começamos juntos a trabalhar na música e na nos valores valores eh tradicionais nossos, nossas raízes e o grupo Alambique, o nosso tava mais tinha estávamos muito também abertos a uma música do jaz, né, do jaz. E aí começamos a trabalhar e foi um grupo, tivemos uns como 10 anos, não é? >> Hum. Eu também foi parte desta formação, parte mesmo do início do do grupo Alambique, eh, nos anos 84, 85, tanto, mas que já e em 1990 [Música] tivemos a fomos estou satisfeito por ter eh eh ser por ter sido parte do do início desse movimento em Maputo do jazz, de música com gente que vinha de fora, tinha muitos expatriados, gente da cooperação, das cooperações, mas já sabemos que aqui muita gente faz um trabalho, mas também as pessoas eh também tinham formação básica, musical e tal, nos juntávamos no restaurante, chamava Costa do Sol em Maputo, estí nos juntávamos, faz todos os sábados falamos com dono do restaurante O Manuel, ele diz: "Olha, eu tenho a hora eh livre das 5, das 17 às 20. Aqui vocês podem fazer o que quiserem". Então aí ocupávamos procuramos instrumentos com o professor Orlando e e o Cobra em Andamo e mais alguns músicos estão, outros existem, outros já não. E começamos nesse movimento, né? Mas eu pessoalmente sempre tive interessado em em trabalhar o que é música, nossa música, nossas raízes, desenvolver e transportar também, né? >> Hum. com a Alambique, tivemos a oportunidade de fazermos uma torneia de um mês para Escandinávia, foi positivo e eh e foi muito positivo mesmo porque afinal de contas transportávamos o que é nosso e nós também aproveitamos aproveitamos de aprender também, né? Então a a minha carreira musical foi mais ou menos nesse sentido, não é? de de tentar unir-me com o que eu sempre pensei, achei também que pudesse ser positivo para mim no sentido de eu desenvolver, abrir-me mais e eh aprender, não é? Aprender e musicalmente, o que tanto mais que depois já quando mudo vou paraa Espanha, vou para Espanha. 94. Uhum. >> Eh, fui para uma povoação pequena de 120.000 habitantes, que só 120.000 habitantes registad só havia um negro só de Cameron. Achu, um amigo meu que somos muito amigo até hoje. Então eu fui o segundo eh >> um africano negro nesta povoação, né? de 120.000. Aí, por sorte, eh, quando chego lá, a moça que faz registros no na no na zona, na área, então e pá, espera, espera, espera, espera e voute apresentar outro >> outro moço africano e tal. Então esperei, tava um dia chuvoso, quando terminou levou-me, foi-me apresentar este amigo. Então, por sorte ele também era percussionista, não é? >> Hum. mais tradicional música mais juntamos eu como havia transportado timbilas e tambores e chivocovos, instrumentos moçambicanos, né, paraa Espanha. Aí nos juntamos e realmente foi positivo porque tocávamos em toda a costa aí no verão e começamos a criar e formei o grupo com ele chamado Moga África, Moçambique Ghana >> África. Sim, sim, sim. Moga África. Gravamos naquele tempo de cassetes, não havia CDs nem nada, naquele tempo de cassetes, gravamos o projeto aí muito lindo também foi na zona e mas depois eh já mudei, né, de para Barcelona depois dos 7 anos de vindo lá queria um pouco mais, tal, mudei para Barcelona e em Barcelona também já cheguei, eh, já encontrei outro outra qualidade. Fui-me aí, me matriculei-me numa escola de música de jaz e tal, estive aí uns anos, mas por necessidade de trabalhar também. Então abandonei, mas olha, afinal de contas aprendi o que aprendei lá foi eh ajudou-me e ajuda-me até hoje, não é? Eh, potenciar o o meu conhecimento, porque reúno-os juntando-me com mais músicos. >> Uhum. Eh, e mas sempre estive interessado em ir na terra e conhecer, sempre aprender, não beber, como chamamos beber da terra. Hum. >> Aí onde também já conhecíamos com com Matom, outra gente que um pouco mais jovem, né, mas crescendo, interessados, muito com muitos muito muito talentosos e tanto mais que essa Sim, até agora que e estamos estou aqui neste lindo sítio, eh ou seja, sempre tive interessado de transportar Eu sempre digo, somos, somos nós somos transportadores e mensageiros do que é a nossa música. Temos que tentar fazer isso, porque o que nos dá trabalho realmente é dar-nos conhecer. Eh, não é tocar o que os outros tocam, é tentarmos transportar aqui nossas raízes para fora, para fora, >> para fora. E e falandoos agora do deste movimento, desta oportunidade que é segunda para mim, para nós e um prazer, conheço, conheci e e obrigado a ti também por por esse >> esse grande coração que transportas de com aberto para África, para para a comunidade internacional e paraa cultura, etc. etc, etc. E nós que agradecemos e eh como a Tum, por exemplo, já nos conhecemos já é uma cada minuto que temos juntos estamos e ah, que prazer, é um é o que sempre sonhamos, não é? É o que sempre sonhamos. Eh, sempre fui admirador dele e de outros também e criar estar aqui junto a ele, a Xangu, que se viemos diferentes sítios, é um é uma sorte que temos afinal eh e trabalhamos para a África múltiple e é uma grande oportunidade. Afinal, o que é o que este este esta grande força necessita, não é? Eh, de receber esse e estamos aqui para representar a nossa música junto com as eh cultura coreana, Madagascar, Madagascar e de Moçambique. E de Moçambique. E daqui também porque afinal de contas estamos abertos também. E é uma grande oportunidade, porque afinal aprendemos entre todos, entreprendemos entre todos e muito obrigado por por essas oportunidades sempre que tocamos, que ensaiamos, que praticamos. Ontem, por exemplo, estávamos a ver a música, mas cada um transportando o que é seus valores. Ah, é coisa maravilhosa de instrumentos da língua de e da própria música. E é a segunda vez que temos essa oportunidade e acho que é um valor. Esperemos que que eh o público tenho máxima confiança que o público vai ouvir e vai apreciar também, vai apreciar, vai notar, vai sentir que afinal estamos aí para para transportarmos nossos nossos valores culturais e eh unirmos e e fazermos um unirmos todos os braços para que seja somente um braço, afinal de contas, entre todos. Eh, é mais ou menos isso. E e falando também do de do e aqui como somos destiladores, estamos destilando a música, afinal da conta aqui destilador um alambique, é um outro alambique aqui, né? Destilando a música. Então acho que e só quero agradecer mais uma vez que estamos seal lá que mais oportunidades destas existam aqui e nos outros sítios também, porque afinal de contas é a forma que nós temos de transportar a música para todo o mundo, de unirmos o mundo inteiro através da música. >> Eu sempre digo que a música e a comida são duas coisas que unem os seres humanos. Então, e muito obrigado, muito obrigado a África Múltiple, muito obrigado útil, muito obrigado a toda a organização que faz o grande esforço para que isso aconteça. >> Muito obrigado a você. >> OK. Eh, muito obrigado, eh, por isso aqui estamos. E eu queria também, eh, citar sobre minha influência, por minhas influências como baixista. Eu comecei a tocar guitarra, realmente comecei a tocar guitarra >> eh com muitas é difícil começar a tocar baixo só se não tens escola, né? Me moço amigo não havia escola nem nada. Normalmente praticamente começar uma guitarra. tinha uma guitarra, comecei com guitarra, tinha guitarra com os fios de de travões de de bicicletas e >> e então porque não haviam cordas, não haviam lojas, não havia >> e realmente minha influência eh sempre foi sempre adorei música tradicional ou local e também adorei música do mundo, não é? E falando de de influência, adoro um músico moçambicano, está graças a Deus de Minguana, por exemplo, não é? >> Hum. >> Que toca guitarra, sua forma de cantar, sua forma de tocar. Tanto mais aqui tocamos, amanhã tocaremos uma música que eu inspirei-me nesse músico também. >> Hum. >> E aí toco guitarra, mas o baixo foi uma coisa que me atrai. Comecei a tocar o baixo por questão porque vou havia de passar este. >> Hum. Eu tocava guitarra num num projeto antes, mas >> faltou o guitar e o baixista não apareceu, então, >> OK. Tive que tocar baixo. >> Fiquei apaixonado quando peguei no baixo. >> Agora vamos mais para fundo. Muito obrigado pela questão. Comecei a tocar o baixo. Não vou contar a minha história pessoal da família e tal, mas eu sei que dizer que eh mais tarde eh bom por coisas da vida, não é? Conheci o meu pai muito tarde e tal, >> mas >> fui descobrir que o meu pai era baixista. >> Uhum. Ok. >> Veja lá coisas da vida, não >> diz o filho do peixe também sabe nadar. Então >> era era baixista. Apaixonei-me por baixo. Aí fiquei como ter descoberto a minha casa, não é? >> Uhum. >> Aqui é a minha casa. >> E comecei a desenvolver isso aí. Eh, este estar mais interessado nesse instrumento, nas quatro cordas, não é? >> Hum. Eh, ouvia muita música, rádio, tínhamos um um um rádio, um rádio chamado Chirico. Naquele tempo havíamos missões da África do Sul, Captan Radio para ouvirmos música de outro mundo. Aí fui quando vi primeira vez eh também música de nor centro norte da África. Aí com esse rádio quando descobri fiquei o duro e para jovem e e mas também e sempre tive influência também dessa gostei música de música timila meu pai era de Zavala aí de também de rim >> sempre gostei tanto, muito, muito mesmo. E é certo quando saio de Espanha, de Moçambique para Espanha, a gente disse quando estás muito longe da tua mãe, parece tens mais saudades de >> Então >> foi quando mais descobri ainda que a nossa música tem muita força, não é? >> Gostei da Timbila. Aqui, por exemplo, eu trago eh Shivocovoco, que é um instrumento que tradicional que não me acorda, eu adaptei, amplifiquei para poder amanhã também tocaremos, usaremos e e trago também calimba, são instrumentos que nossos aí que a afinação também depende de de cada zona, não é? De cada zona. Eu afinei a calimba para poder tocar também com piano, com com instrumentos instrumentos, não é, >> para coincidir. E aí é de onde mais ou menos a minha influência também do baixo, gosto muito de baixistas e hum influência do africanas e gostava muito sempre ouvir mano de Bango, essa gente música sulfricana também já estamos perto de uma puto e perto de de temos essa influência no ritmo da cultura da língua então temos muita união também nisso. Eh, e música do centro também. Música do centro. E aí comecei, ou seja, o meu caminho no no como instrumentista, como baixista, começa aí. Agora também que tenho mais influência que aprendo sempre também com com a gente, não? Pianistas e e música tradicional. quando vou a Moçambique também interessa-me sempre juntar-me com a gente tradicional e para poder influenciar-me mais também e transportar a música nossa, não é? Então, eh, e poder ter essa oportunidade de apresentar este todo material com os meus colegas, os meus amigos e aqui é uma grande honra, né? É uma grande honra, >> porque para isso é que eu digo, estamos aqui por isso, para transportarmos >> eh esses todos os valores. >> Uhum. Não sei se mais ou menos porque acho que aprendimos muito sobre que h uma continuação entre a música tradicional >> hum >> de Mozambique, mas também de outras regiões que podem juntar-se força, >> mas também uma ligação com com outros outros estilos músic eh musicais que vão de de outros outros lugares, >> outras áreas. Sim. >> H e também assim o jazz, né? Então, música que também entra num diálogo. >> Humum >> hum. Gracias a tu a tua obra. >> Sim. Eu, por exemplo, gosto muito de compor, gosto muito de espontaneidade, essa energia. Ontem, por exemplo, no ensaio aconteceu uma coisa interessante. Estava comum, que também já conhecia por cada língua, um momento, foram 30 segundos, houve uma explosão entre eu e ele aí debaixo com a percussão, oh, aquilo foi um calor, mas coisas que acontecem nesse momento irrepetíveis, não? Então é isso mais ou menos que que e graças a Deus adoro baixo e e tento mais ou menos sempre que há oportunidade de poder também partilhar partilhar com mais gente e transportar sempre e para um prazer para mim também um grande prazer. >> Um grande prazer. >> OK. Então, muito obrigada mais uma vez e para estar aqui, para compartilhar o teu trabalho, a a música e também estas explosões que que se que se produzem também nestes nestes encontros. Muito obrigada. >> Muito obrigada. Eu que agradeço. Muito obrigada a todos e boa continuação. Esperemos que a gente goste. Com certeza que alguma coisa vai se pescar aí. >> Bom, bom. Certo. >> Obrigada. Muito obrigado pela oportunidade também.
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